domingo, 14 de outubro de 2012

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

MOSTEIRO DE REFÓIOS – PONTE DE LIMA

 


 
Ficheiro:Mosteiro de Santa Maria de Refóios.jpg







MOSTEIRO DE REFÓIOS – PONTE DE LIMA
Por Francisco de Assis
Diário do Minho – 3 de Maio de 2011

Hoje vamos falar um pouco da história do Mosteiro dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, de fundação beneditina, em Ponte de Lima.
Depois da bela e rica igreja conventual, segue-se o mosteiro. O templo é anterior ao convento. Depois, como não poderia deixar de ser, as histórias das duas instituições caminharam lado a lado, juntas na decadência e nas épocas douradas.
As primeiras e mais consistentes notícias sobre a fundação do mosteiro estão relacionadas com doações da igreja e outras propriedades a favor dos monges
A fundação do Mosteiro de Santa Maria de Refóios é atribuída a Afonso Ansemondes, em meados do século XII. Mais tarde, o filho, Mendo Afonso, seguiu-lhe as pisadas, concedendo mais terras, mas conseguindo algo ainda mais importante que terras, uma carta de Couto, dada por D. Afonso Henriques.
Na história da fundação surge, uma vez mais, o arcebispo de Braga D. João Peculiar. O século XVI trouxe turbulências e crescimento. O séc. XVIII foi de grandes modificações, XIX, de desgraça e extinção; e, nos finais do séc. XX, uma nova vida, com a Escola Superior Agrária.
As primeiras e mais consistentes notícias sobre a fundação do mosteiro estão relacionadas com doações da igreja e outras propriedades a favor dos monges


ARCEBISPO D. JOÃO PECULIAR DEU PRIVILÉGIOS E 1.o REI, AFONSO HENRIQUES CONCEDEU CARTA DE COUTO


sábado, 1 de setembro de 2012

A necrópole da Quinta da Bouça

A necrópole da Quinta da Bouça

A quinta da Bouça
Foi descoberta na Quinta da Bouça uma sepultura de inumação de onde foram «recolhidos acidentalmente por imperitos» quatro vasos. Nas proximidades também foi encontrado um bracelete de ouro. A informação, dada por José Fortes na revista «Portugália», fascículo 3º do II tomo, foi depois recuperada por outra publicação «O Arqueólogo Português», número 12, página 381, de 1907. Os objectos encontrados estão classificados como pertencendo à Idade do Bronze, o que prova a existência de um povoado naquele local em tempos tão remotos. Recorde-se que a Idade do Bronze é um período da civilização no qual ocorreu o desenvolvimento desta liga metálica, resultante da mistura de cobre com estanho. Não aconteceu ao mesmo tempo em todos os lugares. Iniciou-se no Médio Oriente à volta de 3300 a.C., mas, no território que hoje é Portugal, decorreu aproximadamente entre 1300 a.C. e 700 a.C., o que significa que aqueles achados assim como o povoado que aqui existiu terão cerca de 3000 anos!
Num estudo sobre a Agra de Antas, em Esposende, Domingos Cruz e Huet Gonçalves, referindo-se à sepultura encontrada na quinta da Bouça, dizem ser do tipo «covachos, pouco profundas, abertas no solo, por vezes atingindo o saibro, de planta sub-rectangular ou ovalada, de fundo chato (sepulturas planas)». Citando J. Fortes, acrescentam: «Deste sítio conhecem-se quatro recipientes cerâmicos, dois de largo bordo, um de corpo ovóide, fundo plano, colo alto, subcónico, com asa (...); nas proximidades, a cerca de 100 m, achou-se um bracelete maciço de ouro (bem como um pequeno aro de metal, que não parece ouro), à profundidade de 0,55 m, quando se procedia à surriba de um terreno inculto da Quinta da Bouça, denunciando antiga cava em área rectangular, que poderia corresponder em dimensões a um coval de inumação».
Mais adiante acrescentam: «os investigadores que na primeira metade do século XX dedicaram atenção a este tipo de vasos consideram-nos, de um modo geral, de utilização caracterizadamente funerária. Os recipientes seriam colocados junto dos cadáveres e serviriam para conter manjares destinados ao sustento do finado na longa viagem que empreendera após a morte.»
Por outro lado, tendo em conta que alguns dos recipientes encontrados na quinta da Bouça e no Monumento 3 da «Casinha Derribada» (Mundão, Viseu) são semelhantes e que cronologia destes foi estabelecida aproximadamente entre 1400 e 1150 a.C., não deve ser abusivo pensar que a cronologia daqueles seja idêntica.
O bracelete, com o peso de 180,2 g, é propriedade do Museu Nacional de Arqueologia. É de ouro maciço sem decoração, de aro elipsoidal aberto com as extremidades justapostas por provável alteração da forma original e de secção circular adelgaçando para os remates com botões rudimentares obtidos por martelagem. Foram utilizadas no seu fabrico as técnicas de moldagem por cera perdida e moldagem bivalve.
Os quatro vasos, todos de fabrico manual e de formas diferentes, são feitos de uma pasta grosseira de barro arenosa; três são de cor escura enquanto o quarto é de cor beige, com tons alaranjados.
Infelizmente não foi feito um estudo do local que tão importantes descobertas impunham e julgo que nem sequer se tenha obtido uma fotografia do mesmo. Apesar do Plano Director Municipal, em vigor desde 1992, estabelecer que «qualquer remoção do subsolo no local, mesmo o plantio de árvores por meios manuais ou mecânicos, deverá ser acompanhado por técnicos de arqueologia», parece que a área onde foi encontrada a sepultura e os restantes achados foi transformada em vinha e pomar. As normas do P.D.M. devem ter chegado tarde demais, visto que, na altura em que entrou em vigor, já o sítio arqueológico devia estar destruído. Além disso, duvido que agora alguém seja capaz de identificar com precisão o local exacto em que foram encontrados estes achados, pelo que o estudo da necrópole de há muito deve estar irremediavelmente comprometido.
 
Bracelete de ouro encontrado na Quinta da Bouça
Os quatro vasos encontrados


Ler mais:
http://bairroantigo.webnode.pt/a%20necropole%20da%20quinta%20da%20bou%c3%a7a/

terça-feira, 5 de junho de 2012

Descendencia-de-Andre-Norton

Descendência de André Norton